Hermes Brasileiro


18/10/2006


 

 

Porque me sonegas ao beijo os lábios,

Mesmo quando em sonho intenso?

Desvias-me o olhar durante meu devaneio imenso,

Que na solidão do sono busca-o?

 

Não sossega o amor no sonho profundo...

Na escuridão densa do sono tua imagem vejo,

Nítida, clara, brilhante estrela

Na imensidão das noturnas trevas.

Mas negas até um aceno.

 

Sonho, e sonho, mas nem em sonho

Num abraço enlaço teu corpo esquio,

Nem roço com os meus teus doces lábios,

Não sinto pulsar teu coração com o meu.

 

Tremo e tremo pois bem sei

Que beleza tanta jamais terei.

Feliz, feliz acordo pois desfaz-se

E dissipa-se o seu desprezo.

Bendita, bendita a realidade

De um dia a mais viver

Sem a presença, em mim,

Da indiferença tua...

 

Escrito por Hermes Brasileiro às 00h09
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Poema quadrado

Enjaulado em lados

De métrica e rima

Despido

Arrítmico.. é chato

Como ruínas de Katrinas.

 

Um poema redondo

Circular

Vazio como o sonho

No sono de um louco

Enfadonho como bolhas

Soltas no espaço

Soltas no tempo

É somente a bolha

Que estoura

Que nem bolha

Nem chato é...

Escrito por Hermes Brasileiro às 00h03
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11/04/2006


Não vou atirar a primeira

pedra.

Nem serei dela

o alvo.

 

O telhado

é de vidro?

Ou é um espelho

cruento?

 

Apesar da imensa sophia estampada na cara

não sabia que não era senão

a terra que o sustentava

o ar que o vivificava

o fogo solar que como a qualquer semente banhava-o

Apesar da imensa sophia estampada na cara

não percebia que não era nada

senão o todo que o cercava.

 

Aonde estão os óculos quando mais deles preciso

disse

horrorizado

ao bater com a cara no espelho

assustado com o especto refletido

irreconhecível eu enjeitado.

Escrito por Hermes Brasileiro às 21h58
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de

do

a

pon

ta

de

da

lu

a

de

do

i

lua

ca

ra

su

ja

er

ro

de

do

du

ra

Escrito por Hermes Brasileiro às 21h48
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No espaço de um beijo

há...

um suspiro.

No espaço entre os lábios

há...

o silêncio.

E entre amantes

...há

espaço?

Escrito por Hermes Brasileiro às 21h40
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30/01/2006


que a flecha que despeço firme e certeira de meu arco,

transpassando o espaço num vôo sereno,

atinja o alvo almejado pelo meu coração:

o nada; o vazio; a não-mente.

isto, basta...

Escrito por Hermes Brasileiro às 09h53
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27/01/2006


Divulguem, por favor.  Estudos científicos comprovam que dentre todas as poluições de meio ambiente a que mais imediatamente prejudica o bem estar e a saude o homem á a Poluição Sonora.  Não é atoa que o Código Penal, de 1941, em seu artigo 42 institui a contravenção penal consistente em perturbar o sossego alheio.  Isto é muito importante, pois a audição não pode ser "desligada" mesmo durante o sono.  Se existe uma casa noturna nas suas vizinhanças ela poderá estar infringindo a lei se emitir ruídos muito altos.  Divulque, por favor, para todos os da suas cidades.

Escrito por Hermes Brasileiro às 12h58
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09/12/2005


Não foram os Zés

Nem os Luizes

Nem os Robertos

Não foram eles

Confesso:

Fui eu!!!

Nem precisa de pau-de-arara

De gas pimenta

(top da modernidade em torturas)

Confesso, não foi o Marcos

Não foi o Soares

Fui eu, só eu

Sou o dono dos mensalões

Podem devolver-me

Com crédito direto

Em conta corrente...

Escrito por Hermes Brasileiro às 10h39
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08/12/2005


morri!

rio meu derradeiro riso

hirsuto no esquife em meu velório.

mas morto não ri,

nem entoa cânticos às antigas amantes

ou serenatas a namoradas passageiras.

nem faz poemas, piadas ou gracinhas.

não vai embalado a baladas ou cervejadas, churrascadas.

motéis, praias, noitadas, nada, nada de nada.

morri e rio sim.

rio de cada passante

que defronte do ataúde vê em mim o seu futuro refletido.

gargalho em meu íntimo

e em meu íntimo é como rolasse no chão a gargalhar

e como se de rir morresse de rir se morto não estivesse.

você aí!!

sim, você que com este semblante incrédulo esta a ler estas linhas.

rio de ti, de ti mais até do que dos passantes.

e por ti esperarei do outro lado da porta.

não tardarás.

Escrito por Hermes Brasileiro às 16h20
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morri!

rio meu derradeiro riso

hirsuto no esquife em meu velório.

mas morto não ri,

nem entoa cânticos às antigas amantes

ou serenatas a namoradas passageiras.

nem faz poemas, piadas ou gracinhas.

não vai embalado a baladas ou cervejadas, churrascadas.

motéis, praias, noitadas, nada, nada de nada.

morri e rio sim.

rio de cada passante

que defronte do ataúde vê em mim o seu futuro refletido.

gargalho em meu íntimo

e em meu íntimo é como rolasse no chão a gargalhar

e como se de rir morresse de rir se morto não estivesse.

você aí!!

sim, você que com este semblante incrédulo esta a ler estas linhas.

rio de ti, de ti mais até do que dos passantes.

por ti esperarei do outro lado da porta.

não tardarás.

Escrito por Hermes Brasileiro às 16h18
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18/11/2005


Do jeito que as coisas

Andam???

Vem ai mais CPIs

CPI da CPI disto

Daquilo e daquilo outro

CPIs a Kilo

A Kilometro?

Haja, mas haja

Forno

Para tanta Pizza...

Escrito por Hermes Brasileiro às 13h19
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22/09/2005


Ops; Dúvida Espacial

Eis que de repente acordo cheio do pó do tempo.  A idade pegou-me em cheio.  Peço ajuda dos jovens para sacudir tais areias .  Coloco aqui alguns assuntos a cujo conjunto não encontro resposta a uma simples pergunta, seja em livros ou em revistas  "científicas”   (provavelmente porque ler tais coisas não seja meu forte)... Vamos lá.

 

-    Têm-se o tal de Big-Bang...

-    O telescópio espacial...

-    Os telescópios localizados em pontos privilegiados...

-    A idade do universo (11; 12; 13 bilhões de anos)...

-    E ainda muitas outras coisas que perfazem outras centenas de três pontinhos e etc...

 

Para estimar a idade do universo suponho que captem o brilho de uma decadente estrela... Triangulem, façam isto e aquilo e... matemática simples para eles.  Finjo que entendo e disfarço minha ignorância.  Afinal, faz sentido. 

 

Em uma tempestade vejo o brilho de um relâmpago, ouço o trovão e digo para meus botões:   - Caiu um raio e não foi em cima de mim... Ufa, ainda bem.

 

Em um campo de futebol, à noite, estou no meio do mesmo olhando para onde seria a área do adversário.  Pisca a minha frente uma luz vermelha (nada contra a esquerda, mas o vermelho não é minha cor predileta...) dou uma volta de 180 graus e atrás de mim um facho azul tremula.  Bem, eu no meio do campo sou o "presente"...  À frente, o futuro (vermelho, desconheço luz preta) e atrás o passado.

 

Bem, a pergunta é:   de que forma este povo tem certeza que esta apontando o telescópio para frente ou para trás, para o futuro ou para o passado?

Escrito por Hermes Brasileiro às 22h45
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19/09/2005


Provado, provado esta.  Nunca houve "mensalão".  Talvez;  quiça;  quem sabe;  supostamente;  improvavelmente...  Contudo e certamente não ocorreu mesmo sequer um "mensalinho".  Não há provas e, em decorrência, provado esta que nada ocorreu.  Há um cheque voador que vaga assobiando no mundo dos espiritos.  Empréstimo ou doação de caixa II para campanha eleitoral?  Sim, com certeza.  Se acredita-se que quarenta;  setenta;  noventa ou cento duzentos e lá vai paulada milhões de reais podem ser "empréstimos" ou "doações" de caixa II para pagamentos de dívidas de campanha, porque não se crer que uma merreca (leva-se meses até para ganhá-la trabalhando, mas que vá...  petequinha?) de alguns milhares de reais - não chegou a dezena - não possa sê-lo também.

 

Que saudades do Cabral de Mello...  Esta vida brasileira...  Êta vida severina...

Escrito por Hermes Brasileiro às 13h24
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02/09/2005


Poema quadrado

Enjaulado em lados

De métrica e rima

Despido

Arrítmico.. é chato

Como ruínas de Katrinas.

 

Um poema redondo

Circular

Vazio como o sonho

No sono de um louco

Enfadonho como bolhas

Soltas no espaço

Soltas no tempo

É somente a bolha

Que estoura

Que nem bolha é

Nem chato é...

Escrito por Hermes Brasileiro às 17h00
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22/08/2005


DEMOCRACIA???

O governo da maioria com respeito à minoria?  Ninguém pode acreditar que seja generalizado.  Crê-se que sejam casos isolados embora o número de indivíduos seja expressivo.  No corrente, os honestos ainda são maioria.  Mas, mesmo uma minoria vender votos!!!???  Nem que fosse a troco de ajuda na campanha eleitoral, inconcebível.  Mais ainda a troco de mensalão, semanão, trimestraleão, pagamento de empreitada!!!????  BEM, FOI ISTO QUE EU DISSE NO BAR DO ZÉ DA ESQUINA pedindo, em seguida, uma "da boa" temperada com arruda e curtida na jararaca....

Escrito por Hermes Brasileiro às 13h43
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